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Brazil Initiation Scholarship Winners - 2008
Joseph Younger, Department of History, Princeton University, Ph.D. candidate
My research focuses on the development of legal identities and boundaries in the tumultuous context of Brazil’s southern borderlands over the course of the first half of the nineteenth century. Focusing in particular on the Farapos Rebellion between 1835 and 1845 in Rio Grande do Sul, my research explores questions of the meaning of law and legality by utilizing legal source materials as a point of departure to examine how the region’s inhabitants came to recognize legitimate authority where the rule of law itself appeared to be notably absent. Examining these processes of sovereign construction through a legal lens, my research seeks to explain in concrete terms both how the region’s inhabitants fixed their respective legal rights and juridical identities, along with how competing state actors constructed their own legitimate authority, securing for themselves jurisdiction to police those boundaries.
Michael Jerome Wolff, Department of Political Science, the University of New Mexico, Ph.D. candidate
He will take 90 hours of advanced Portuguese classes and after completing the language/ culture program, he will remain in Brazil to do preliminary research on police violence in Rio de Janeiro and São Paulo. “The research collected over the summer of 2008 will be designed specifically to contribute to a publishable field research paper” which he intends to develop further into a (comparative) dissertation project on human rights issues.
Click here for a bibliography on Brazilian emigration with more than 250 sources prepared by Maxine Margolis, University of Florida.
FSP, Sunday, November 12, 2006
Brasilianista pede política pró-classe média
Historiador Kenneth Serbin vê Bolsa Família como insuficiente e afirma que país precisa aumentar seu mercado interno
Americano diz que êxito da economia dos EUA resultou da expansão do mercado interno e da criação de uma classe média majoritária
MÁRIO MAGALHÃES
O Brasil deveria se concentrar em uma política de desenvolvimento da classe média. É a opinião do historiador americano Kenneth Serbin, professor da Universidade de San Diego, na Califórnia. "O grande sucesso da economia americana foi aumentar o mercado interno e criar uma classe média majoritária. O Brasil precisa disso também", diz Serbin, 46. O Bolsa Família e outros programas de distribuição de renda são insuficientes, diz Serbin: "Isso nunca vai fazer com que os pobres virem membros da classe média. Vão comer melhor, começar a melhorar, mas precisam de empregos e escolas melhores, de oportunidades. Só assim o Brasil vai virar um país de classe média". Serbin assumiu no mês passado a presidência da Brasa (Brazilian Studies Association), entidade com sede nos EUA que congrega pesquisadores dedicados a temas brasileiros. Ele acaba de lançar um novo livro nos EUA, que será traduzido aqui com o título de "Gritos do Coração: uma História Social e Cultural do Clero e dos Seminários brasileiros", e é o autor de "Diálogos na Sombra" (2001), sobre a relação da igreja com a ditadura militar. [Image: ]
FOLHA - Que balanço o sr. faz da vitória de Lula?
KENNETH SERBIN
- O brasileiro comum votou segundo suas necessidades econômicas. Com Bolsa Família e aumento do valor real do salário mínimo, o povo marginalizado sentiu uma melhora de vida.
FOLHA - Sob esse mesmo governo, os bancos obtêm lucros recordes.
SERBIN
- A retórica do PT nos últimos quase 30 anos foi bastante radical: prega a justiça social. O governo Lula está tentando praticar a justiça social, ao distribuir dinheiro do governo. Mas não é um programa que muda a estrutura social. Alivia a pobreza, mas não cria grandes mudanças na estrutura. É uma contradição, porque o PT sempre pregou mudanças profundas. Na macroeconomia é um governo conservador.
FOLHA - Quais são os desafios de Lula?
SERBIN
- Lula tem aliviado a pobreza. É coisa de elogiar, não de menosprezar. Mas o Brasil precisa mais. Precisa melhorar as escolas, os salários dos professores. O Brasil precisa treinar os novos trabalhadores, os novos operários para o século 21. A base histórica de Lula tem mudado. Ele não é mais o líder sindical do ABC. Agora é o líder das camadas pobres não inseridas no sistema de trabalho.
FOLHA - O sr. costuma dizer que, se o Brasil quer avançar, tem que pensar na classe média e em maneiras de fazê-la crescer.
SERBIN
- O grande sucesso da economia dos EUA no pós-guerra foi aumentar a classe média, para que ela fosse maioria. Esse é o grande segredo da estabilidade política e econômica do país. A classe média virou maioria, embora nos últimos anos venha sendo ameaçada. O grande sucesso da economia americana foi aumentar o mercado interno e criar uma classe média majoritária. O Brasil precisa disso também. Não é só dar Bolsa Família para os mais pobres. Isso nunca vai fazer com que os pobres virem membros da classe média. Vão comer melhor, começar a melhorar, mas precisam de empregos e escolas melhores, de oportunidades. Só assim o Brasil vai virar um país de classe média. Ainda é um país majoritariamente de pobres.
FOLHA - O desenvolvimento da classe média deveria ser um foco do segundo mandato?
SERBIN
- Não é programa para um mandato só. É programa para vários. Fernando Henrique Cadoso terminou uma etapa importante ao domar a inflação. Lula continuou fazendo isso. A mesma coisa tem de acontecer com a política de crescimento da classe média. Precisa ser um foco não só do governo Lula, mas dos que virão depois.
FOLHA - O primeiro mandato foi marcado por denúncias de corrupção. A corrupção ainda será um tema recorrente?
SERBIN
- Como historiador eu sei prever muito bem o passado [risos]. Mas acho que haverá mais problemas. Pode haver mais revelações na investigação dos casos já conhecidos. Tudo o que houve terá decorrências no segundo mandato. Não é um problema só do PT, mas de todo o sistema eleitoral. O Brasil não fez a reforma política. Precisa dela. Não sei se vai ser possível. Lula terá de negociar com políticos que não querem mudar o sistema porque foram eleitos nesse sistema.
FOLHA - Que itens da reforma seriam mais importantes?
SERBIN
- O voto distrital. Acho o voto distrital primordial para aprimorar a democracia. Você mora em Jales e vota em um candidato a deputado federal que mora em São Paulo. Não tem sentido. É preciso um sistema no qual o eleitor saiba exatamente quem é seu representante. O representante precisa ser responsável por uma área e grupo de eleitores. Outra parte da reforma é acabar com as vantagens que o Nordeste tem no sistema. Não é justo. Por que o voto no Norte-Nordeste deve valer mais?
FOLHA - A campanha de Lula preparou (sem levar ao ar) um anúncio comparando-o a Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Procede a comparação de Lula a Vargas e Jango como vítimas das elites?
SERBIN
- Não. Lula é o presidente dos marginalizados, mas também o dos grandes banqueiros. Não ameaça o sistema. Quer melhorar o sistema, mas não mudá-lo. Ele fez a reforma da Previdência, fez coisas positivas, tudo para aprimorar o capitalismo. Ele próprio declarou que nunca foi de esquerda. Lula é pragmático. Tem flexibilidade, sabe pegar a onda política. Não vai ameaçar o sistema.
FOLHA - Isso quer dizer que o sistema também não vai ameaçar Lula?
SERBIN
- Se fosse para ameaçar, já teria ameaçado. Lula poderia ter sofrido processo de impedimento: com todas as acusações, era para ter uma investigação do que estava ocorrendo no Planalto, mas não houve. O sistema e Lula não se ameaçam. Têm uma relação simbiótica.
DA SUCURSAL DO RIO
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